terça-feira, 18 de junho de 2013

Novo e-mail para reserva de ingresso

Desde domingo, 16/06, tivemos problemas com o e-mail: (contato@pavilhaodamagnolia.com.br). As reservas que foram feitas antes dessa data continuam de pé. Agora, para efetuar as novas reservas, basta enviar e-mail com seu nome e data em que pretende assistir para:

ingressos.achadoseperdidos@gmail.com

Lembrando que são apenas 30 pessoas por sessão, é importante reservar para poder conferir o trabalho. A temporada acontece no Teatro Universitário, às 19h, todos os finais de semana de junho.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Achei, vivi, perdi. (depoimento de Calanta Viana)

Uma semana depois de ter assistido a peça achados e perdido e eu ainda estou mexida, tocada.

Logo ao entrar na sala/instalação onde o publico podia pegar nos objetos, lembranças  dos atores, ali, naquele momento a melancolia bateu.

Cartas de amor escritas na adolescência, fotos de infâncias, discos e brinquedos dispostos pela sala, me fizeram perceber que não tenho mais importantes lembranças físicas e psicológicas.

Deletei da mente. Outras viraram atemporais.

Joguei muita coisa fora. Por raiva, por querer deixar de ser apegada às coisas e pessoas, por achar que estava crescendo e aquilo não me representava mais ou por achar que me desfazendo das coisas as lembranças que elas me traziam iriam embora.

Que tolice.

Deu saudade.

Deu saudade da emoção ao ler as 15 cartas que ganhei. Uma para cada dia das férias. Saudade da farda do colégio toda assinada no ultimo dia da escola. Das cartas trocadas entre melhores amigas, dos cadernos com trechos de músicas que lembrava no meio de uma aula. Dos textos que escrevi e rasguei.

Uma fuga, talvez.

O pouco que  mantive me completa mais ainda hoje. Principalmente as fotos. Essas vem comigo sempre.
Ainda assim, quis revirar o meu baú, reviver minhas emoções. Não pude. Medo. Pudor.


Quem sabe quando essa emoção passar eu possa me acessar, me reaproximar, me ressignificar. 

Expor para criar (Jornal O Povo)

Projeto Achados e Perdidos segue em cartaz nos finais de semana de junho. A obra é criada a partir das memórias dos atores e do público


Pode entrar, a sala é aconchegante, cheia de memórias e afetos. O Projeto Achados e Perdidos se apresenta na residência do Grupo Pavilhão da Magnólia, no Teatro Universitário. O público encontra um espaço repleto de brinquedos, fotos, discos, livros e vários outros objetos emblemáticos das histórias de vida de Andrei Bessa, Danilo Castro, Edivaldo Batista e Keka Abrantes. Quem vai ao espetáculo é também convidado a trazer um objeto, deixando marca nessa obra cênica tão singular e sensível.

Baseando-se em histórias reais, o projeto costura fatos e sentimentos em obra sem roteiro prévio nem direção convencional. “Partimos muito do principio de criação em cena. Nos ensaios, íamos jogando com o improviso a partir das memórias trazidas por cada um”, diz Edivaldo. Andrei Bessa é o propositor da obra, sugerindo os modos de construir o que será apresentando ao público. Danilo, Edivaldo e Keka estão em cena contando suas próprias histórias.

O grupo se reuniu em julho de 2012 e os quatro passaram, então, a resgatar histórias já vividas, levantando dilemas. Surgiram questões de diversas ordens, como descontentamento com o nome de batismo, desejos infantis reprimidos, tragédias familiares marcantes e outras intimidades.

Para Danilo, essa imersão nas histórias de vida dos atores representa um mergulho numa zona de desconforto muito produtiva. “Muitos artistas trabalham com esse tom autobiográfico e isso é interessante porque lida com questões e dilemas reais. É um lance de se desafiar, de dar a cara à tapa”, conta. “Poetizar o cotidiano nos pareceu mais interessante do que reviver grandes heróis”, diz Andrei. O artista destaca a identificação dos espectadores com a obra cênica. “Por mais que tudo que criamos em cena parta de nossas memórias e intimidades, na verdade é uma forma de atingirmos as particularidades de nossos espectadores”.

Na apresentação, a memória não é só o tema, mas também a estética trabalhada. As portas desta sala de memórias são abertas às 19 horas, mas a obra só começa mesmo às 20 horas. Quem chega cedo não se arrepende, os quatro garantem. “O nosso projeto não se resume apenas à obra cênica, durante todo o processo foram realizadas performances e instalações e algumas delas serão partilhadas antes da encenação”, conta Keka.

Ponto de Vista

Eduardo Siqueira, estagiário do Núcleo de Cultura

Para assistir ao projeto Achados e Perdidos, é necessário levar algum objeto que represente nosso passado, nossas lembranças. Eu levei a coleira do meu cachorro, Hugo, falecido no dia anterior. Ao ser perguntado onde gostaria que a coleira ficasse, pedi ao Danilo Castro que a colocasse junto ao regador, onde estavam também algumas flores, pois o Hugo gostava muito de ficar no jardim lá de casa. E assim ficou minha lembrança, misturada a tantas outras no meio da sala. Só não poderia imaginar que, em pleno espetáculo, minha história com Hugo fosse fazer parte do script da peça. “Tá vendo aquela casa? lá tinha um cachorrinho. O nome dele era Hugo”. Mexer com memória é algo muito pessoal e delicado. Há quem não saiba lidar com certos sentimentos, há quem nem queira fazer isso. Pois é justamente esse o desafio do projeto. Não quer apenas apresentar um espetáculo teatral, e sim cutucar nossas lembranças, trazer à superfície aquilo que há muito não mostramos, fazer refletir e, como no meu caso, até fazer chorar.

SERVIÇO

Achados & Perdidos

Quando: sábados e domingos de junho, a partir das 19 horas.
Onde: Teatro Universitário (Av. da Universidade, 2210 - Benfica)
Reserva de ingressos: www.projetoachadoseperdidos.blogspot.com
Informações: 99183535

Fonte: Jornal O Povo (Caderno Vida & Arte - 14/06/2013)
Fonte do ponto de vista.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Memórias vasculhadas entre Achados & Perdidos (Portal Tribuna do Ceará)

"A memória deixou de ser apenas de um e passou a ser do grupo" conta Edivaldo Batista. "Deixou de ser memória para ser material de cena."

Partindo da vontade de contar histórias e, a princípio, sem saber ao certo a que lugar esse desejo conduziria o processo, foi que se construiu gradativamente o espetáculo Achados & Perdidos. Baseado em fatos realmente vividos, e que ficaram marcados na memória dos quatro artistas envolvidos, o trabalho estreia neste sábado (8), às 19h, no Teatro Universitário Paschoal Carlos Mágno, no Benfica.

No palco, sob proposições de Andrei Bessa, estão Danilo Castro, Keka Abrantes e Edvaldo Batista, todos graduados em Artes Cênicas pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE). Edivaldo, que cria uma gata chamada Guenon, gosta de samba, cerveja, comida, bermudinhas e café, conversou com o Blog Em Cena sobre como tem sido estar entre esses achados e perdidos. O projeto foi contemplado no Edital das Artes 2011 da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor).

“A proposta inicial partiu da Keka que estava a algum tempo sem trabalhos de teatro”, explica, “a ideia era que fosse um espetáculo que contasse histórias.” Ele disse, ainda, que colocar na peça as próprias memórias, as próprias histórias, “foi gostoso” e conta que o processo se dividiu em duas etapas. No primeiro momento, era trazido material que significasse alguma coisa dentro das sensações e memórias que eram evocadas, desde objetos e cartas a imagens.

O segundo momento foi a compilação desse material que foi despertado e a sua transformação no objeto artístico que seria exposto ao público. O ator fala do desafio que foi essa triagem. “Não queríamos que fossem quatro monólogos“, diz, “foi preciso perceber no que as propostas de um dialogavam com as propostas dos outros.” Ele conta que o grupo foi percebendo questões que sempre retornavam, sempre voltavam em mais de um ator e, de alguma forma, elas se relacionavam com outras questões levantadas e, assim, foi se calcificando o esqueleto do espetáculo.

Olhares de fora

Depois que já havia esse esqueleto levantado, Achados & Perdidos contou com colaboração de amigos que puderam dar um olhar externo ao que estava sendo despertado na sala de ensaio. Rafael Barbosa, por exemplo, fez supervisão dramatúrgica, mas com poucas intervenções, segundo Edivaldo, porque, de forma natural, durante o processo o texto foi surgindo e se solidificando. Aline Sampaio fez supervisão coreográfica, Felipe Ferro colaborou com a parte vocal e Rafaella Kalafa com os figurinos.

“A memória deixou de ser apenas de um e passou a ser do grupo. Deixou de ser memória para ser material de cena.”, conclui Edivaldo Batista.

Serviço

Achados & Perdidos fica em cartaz aos sábados e domingos de junho, sempre às 19h.
O Teatro Universitário fica na Avenida da Universidade, 2210 – Benfica)
O ingresso é uma troca: Você envia e-mail para contato@pavilhaodamagnolia.com.br com seu nome completo, informando a data em que vai comparecer. Dai você vai receber uma solicitação surpresa que será revertida no seu ingresso na entrada do evento.

A capacidade é de apenas 30 pessoas por sessão.

Fonte: Blog Em Cena (Portal Tribuna do Ceará)

sábado, 8 de junho de 2013

Achados & Perdidos estreia obra cênica hoje no Teatro Universitário (Jornal O Povo)

Projeto reúne quatro artistas debruçados sobre memórias e intimidades. A obra cênica reúne variadas linguagens artísticas e segue em cartaz durante todos os finais de semanas de junho

Andrei Bessa, Danilo Castro, Edivaldo Batista e Keka Abrantes são artistas, mas são também personagens complexos, cheios de histórias para contar. Os quatro se desnudaram em nome de uma obra cênica que reúne intimidades e memórias, formando o Projeto Achados & Perdidos. Para contar essas histórias baseadas em fatos reais, os atores recorrem a linguagens artísticas diversas, como performances, instalações, fotografia e audiovisual. A obra cênica estreia hoje no Teatro Universitário (Benfica).

O projeto surgiu em julho de 2012 e os quatro artistas passaram, então, a resgatar histórias vividas na infância e colher fatos com os familiares, surgindo, assim, dilemas dos mais simples aos aparentemente inconfessáveis. “Se podemos encenar ficções de Tchekhov, Shakespeare, Dias Gomes, porque não podemos nos desafiar encenando nossa própria vida?”, indaga o ator Danilo Castro.

Os quatro artistas são graduados no curso de Artes Cênicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e o projeto foi contemplado no Edital das Artes 2011 da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Do quarteto, Danilo, Edivaldo e Keka estarão em cena, enquanto Andrei funciona como propositor. “Não estamos em um processo hierárquico. Não temos um diretor. Somos quatro artistas e temos funções diferentes dentro dessa obra”, explica Danilo.

“O que o público irá ver é uma instalação, com diversos objetos e registros em outras linguagens artísticas , além de uma obra cênica completa”, conta Andrei Bessa. Os atores seguem um roteiro prévio, porém não há texto e marcações pré-determinados. “Nossa obra cênica se recria a cada apresentação, mesmo tendo sempre um fio condutor, ela é única a cada vez que é revisitada”.

Segundo Andrei, os artistas apresentam suas vivências visando aproximá-las do público. “Buscamos nossos abismos pessoais para fazermos com que aqueles que mergulhem conosco também assim o façam”. (Paulo Renato Abreu - Especial para O POVO)

Serviço

Achados & Perdidos
Quando: 8, 9, 15, 16, 29 e 30 de junho, a partir das 19h.
Onde: Teatro Universitário (avenida da Universidade, 2210 - Benfica).
Ingresso: envie e-mail para contato@pavilhaodamagnolia.com.br com seu nome completo, informando a data que você comparecerá.
Outras info: 9918 3535.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dramaturgia à flor da pele (Jornal Diário do Nordeste)

Estreia, nesse fim de semana, a obra cênica "Achados e Perdidos", projeto multilinguagem do Coletivo Casulo

Faz sentido quando o ator Andrei Bessa observa como as linguagens artísticas vêm tendendo a explorar pequenas tramas: "Não é só no teatro, isso. Hoje, já não se vê tantos grandes heróis e suas virtudes como protagonistas, mas sim pequenas histórias, do cotidiano, de pessoas normais". O projeto "Achados e Perdidos" segue, justamente, essa linha. Há um ano, os atores Andrei Bessa, Danilo Castro, Edivaldo Batista e Keka Abrantes se reúnem para revirar seus baús de memórias e recontar suas lembranças, seja nos palcos ou em performances pelas ruas da cidade. A obra cênica resultante deste processo será, finalmente, apresentada nos sábados e domingos de junho, na sede do grupo Pavilhão da Magnólia, no Teatro Universitário.

O grupo explora dessa vez a tendência de se utilizar de pequenas tramas: pessoas normais

"Nos conhecemos há muito tempo, mas nunca tínhamos feitos trabalhos juntos, nada como este projeto. Uma das primeiras conversas nossas foi tentar lembrar de como nos conhecemos. Todos estudamos no Instituto Federal do Ceará, mas em turmas diferentes... Essas primeiras memórias alheias foram gerando outras", explica Bessa.

O projeto surge, então, dessas reminiscências de cada um. Para alimentá-las, recorrem a fotos de família, dos avós e pais; e também a elementos sociais e culturais, como a religião, a morte e o casamento. Depois, naturalmente, foram selecionando aspectos que pudessem explorar em texto dramatúrgico e em atos performáticos. Em 9 de abril do ano passado, criaram uma página do Facebook (http://facebook.com/achadoseperdidos) e um perfil do Instagram (@projetoachadoseperdidos). Neles, foram guardando virtualmente, em textos e fotos, resultados do processo. "Dois atores do grupo fizeram 30 anos e essa é uma idade em que geralmente nos perguntamos: ´O que eu fiz na minha vida?´. Também durante o processo, eu sofri um acidente de carro, ele capotou algumas vezes. E, ao invés de passar um filme de tudo o que eu fiz, como dizem, eu só pensei em tudo o que eu iria construir, entende? Todas essas experiências interferiram no projeto", ressalta Andrei.

Depois da ação textual, iniciaram as performances. Quatro delas já aconteceram: "-Kekasar comigo?", "Edivaldo aos pés da santa", "O que é preciso para ser santa?" e, mais recentemente, "Cenas Esquecidas".

"Uma das atrizes é adulta já e está solteira. No tempo da avó dela, casava-se aos 13 anos. Então, aproveitamos esse mote para falar sobre casamento. Visitamos sete igrejas de Fortaleza e nelas, Keka Abrantes, vestida de noiva, se casava com quem topasse. Na ação, Keka casou com um moto táxi, uma senhora, um garoto e um vendedor de picolé. Outras ações tiveram um cunho religioso, já que isso é muito presente na tradição de famílias que vieram do interior; e esta última performance, foi uma forma de revisitar nosso próprio projeto, um ano depois", detalha Andrei.

Inovação

Em "Cenas Esquecidas", apresentado no Teatro Antonieta Noronha na última quarta-feira, dia 5, o coletivo retorna a cenas retiradas da obra cênica "oficial" do projeto, que terá estreia neste sábado, dia 8 de junho.

Diante da pouca quantidade de ingressos (apenas 30), o coletivo optou por fazer reservas, através do e-mail contato@pavilhaodamagnolia.com.br. O interessado em assistir ao espetáculo deve enviar no corpo da mensagem seu nome completo e a data em que comparecerá.

"O ingresso, na verdade, é uma troca, não queremos essa relação de venda de produto e só. Assim, ao enviar o e-mail, pedimos que as pessoas levem algo no dia do espetáculo, uma surpresa, que não posso dizer", diz Bessa, misterioso.

A obra cênica, portanto, já nasce nesse momento em que o espectador sai de casa. Como quando, antigamente, se marcava um encontro com um desconhecido, dizendo apenas a cor da roupa ou dando a referência de um objeto. O encontro, pois, acontecia na presença, mas iniciava já no ato de vestir-se.

"Nossa expectativa é de que, ao se debruçarem nas nossas memórias, o público possa resgatar a deles. O projeto trabalha muito com material sensível, então queríamos que as pessoas já saíssem de casa assim, à flor da pele, e que deixem o teatro mais humanas", finaliza o ator.

Mais informações

"Achados e Perdidos", do Coletivo Casulo. Sábados e domingos de junho, a partir do dia 8, às 19h. No Teatro Universitário (Av. da Universidade, 2210). Reserva de ingressos pelo e-mail: contato@pavilhaodamagnolia. com.br

MAYARA DE ARAÚJO
REPÓRTER

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Projeto “Achados & Perdidos” é baseado na vida real (Jornal O ESTADO)


Quatro artistas se encontram para desnudarem-se em nome de uma obra cênica, instalações e atos performativos. Quem e o quê os construíram? O quê os atordoa? Como a intimidade de cada um reverbera no outro? O projeto “Achados & Perdidos” é baseado em fatos reais - uma obra aberta emaranhada entre memórias que vão e vem. As ações serão apresentadas aos sábados e domingos de junho, a partir do dia 8, às 19h, no Teatro Universitário.

O projeto foi contemplado no Edital das Artes 2011 da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor). Os artistas são: Andrei Bessa, Danilo Castro, Edivaldo Batista e Keka Abrantes. O coletivo realiza-se da união de quatro graduados no curso de Artes Cênicas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). Cada integrante emerge com sua bagagem teatral e pessoal, mas em prol de um trabalho artístico que converge inquietações na busca por uma estética ampla. As ações misturam as linguagens cênicas concatenando também performances, instalações, fotografia e audiovisual.

E vamos ao perfil dos integrantes desse reality show teatral: Andrei Bessa é bacharelado em baixar músicas, graduado em Artes Cênicas no IFCE, em publicidade na UFC, além de ser mestrando em Artes também na UFC. Diz que assistiu todos os episódios de Chaves.

É integrante do Coletivo Cambada. Carrega heranças do Massapê e do Alto Santo. Hoje vive no oitavo andar de um prédio numa avenida larga, onde namora todos os dias com o resto do mundo.
Danilo Castro pensou que seria artista plástico, mas se tornou ator, graduado pelo IFCE. Ele divide as artes com o campo do jornalismo, onde se graduou na UFC. Gosta de escrever contos e textos opinativos, chora quando vê criança com pé descalço na rua e ri com piadas bobas. Tem um irmão músico, mas escuta pouca música. Ele também fala com a as mãos, através da Libras. Ama a praia de Flecheiras porque a avó sempre o levou para lá.

Edivaldo Batista é ator, graduado em Artes Cênicas pelo IFCE, cria uma gata chamada Guenon, que já teve três filhos. Tem profunda admiração pela mulher e suas potencialidades ritualísticas e cênicas. Nasceu em Aracoiaba, mas hoje é filho do Benfica. É integrante do Teatro Máquina, gosta de samba, cerveja, comida, piada, brinquedo, bermudinhas e café.

Keka Abrantes é atriz, graduada em Artes Cênicas pelo IFCE e em Enfermagem pela UFC. Ama viajar e detesta cozinhar. Assim que nasceu se mudou para João Pessoa e aos 18 anos decidiu vir morar sozinha em Fortaleza. Ela escolheu o próprio nome. Há dois anos tenta praticar capoeira e há um mês resolveu aprender a tocar cuíca. Comprou um vestido de casamento, mas não chegou a usá-lo.

Explorando uma dramaturgia em processo, os artistas relatam histórias de vida, das alegrias às desventuras que os construíram, com intuito de criar obras a partir de um mote extremamente particular.
A fonte é a memória individual e familiar, onde os causos de perdas e ganhos constroem o trabalho, que se transforma a cada sessão. “Achados e Perdidos” iniciou publicamente no dia 9 de abril, quando a página do Facebook e o perfil do Instagram (@projetoachadoseperdidos) foram abertos. Nenhuma postagem é meramente informativa ou publicitária. Todas as publicações são diretamente ligadas ao projeto. Quatro atos performativos já aconteceram: “- Kekasar comigo?”, “Edivaldo aos pés da santa”, “O que é preciso para ser santa?” e “Cenas Esquecidas”.

Para assistir à peça e apreciar as instalações durante o mês de junho, será necessário fazer uma solicitação via e-mail e reservar o ingresso. No contato, o interessado receberá uma solicitação-surpresa a ser trocada pela entrada no dia do evento. A capacidade para cada sessão é de 30 pessoas.

Serviço

• Achados e Perdidos. Quando: Dias 8, 9, 15, 16, 29 e 30 de junho. Onde: Sede do grupo Pavilhão da Magnólia, no Teatro Universitário. (Av. da Universidade, 2210 – Benfica), a partir de 19h. Quanto: O ingresso é uma troca. Envie e-mail paracontato@pavilhaodamagnolia.com.br com seu nome completo, informando a data que você comparecerá. Você receberá uma solicitação-surpresa que deverá ser revertida pelo ingresso na entrada do evento. Capacidade para 30 pessoas. Informações:www.achadoseperdidos.blogspot.com ouwww.facebook.com/achadoseperdidos e 99183535.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Calhambeque de memórias

"Eu sabia muito mais que um bando de garotas com o dobro da minha idade"

"Look at me. I'm as helpless as a kitten up a tree"

Ação: Ela toma chá e espera alguém na chuva
 Pisar no palco do Teatro Antonieta Noronha me fez lembrar de quando subi em um palco de teatro pela primeira vez. Há nove anos, encenei o espetáculo "No Calhambeque do Tempo", assinado e dirigido por Walden Luiz, meu primeiro tutor. A trama tratava das memórias do autor. No elenco, Diego Martins também estava presente.

Nas nossas Cenas Esquecidas, do Projeto Achados & Perdidos, quase uma década depos, tratei também das minhas memórias, em cima daquele mesmo palco que me construiu. E o Diego é o anfitrião que receberá nossa temporada na sede do Pavilhão da Magnólia, no Teatro Universitário. Mundo cheio de voltas e de encontros.

Interessante participar do projeto Cenas Abertas, da Secultfor, e ouvir o público opinar desprendido sobre nossas obras. Que mais ações de caráter formativo sejam fomentadas. Em um processo como o nosso, vale sempre a pena resgatar aquilo que escolhemos deixar de lado. Que possamos relembrar mais vezes as pequenas obras que fizemos questão de esquecer, mas ainda lateja em nós.

Danilo. 


domingo, 2 de junho de 2013

Cenas Esquecidas no Teatro Antonieta Noronha



Nesse processo, muita coisa se ganhou, muita coisa se perdeu. Até que uma obra fique pronta, diversas coisas são descartadas ou continuam vivas de outras formas, como memória de um processo, reverberando naquilo que ficou em cena. Nesta segunda-feira, 3/04, é hora de rememorar as "Cenas Esquecidas" do Projeto Achados & Perdidos. Será às 18h30min, no Teatro Antonieta Noronha. (Rua Pereira Filgueiras, nº4, Centro. Informações: 31051358).