terça-feira, 8 de novembro de 2016

Registros de Márcio Melo na Semana do Teatro no Maranhão

No dia 1º de outubro de 2016, participamos da Semana do Teatro no Maranhão. A Obra Cênica #1 foi apresentada no Theatro Arthur Azevedo.







No mundo das Artes Cênicas - O Estado do Maranhão


Fonte: O Estado do Maranhão (01/10/2016)

Príncipe Norueguês na Semana do Teatro no Maranhão

Príncipe Norueguês é uma cena onde  Danilo Castro embranquece em público. O trabalho foi apresentado como prólogo da Obra Cênica #1, que participou da Semana do Teatro no Maranhão, em outubro de 2016. Os registros são de Márcio Melo.






segunda-feira, 25 de julho de 2016

DEUS É NEGRA



DEUS É NEGRA é uma intervenção de lambe-lambe que contesta o ideal de soberania racial e de gênero atribuído a Deus no Cristianismo. A motivação surgiu quando Danilo Castro, na adolescência, não se permtiu encenar Jesus durante uma Paixão de Cristo.

Afinal, Danilo não se sentia imagem e semelhança de Deus por ser negro, já que a imagem de Cristo que ele conhecia, imposta ao imaginário popular, é sempre a de um homem branco, dos olhos claros e cabelos lisos.



Em Gêneses 9:1-29, Noé amaldiçoa o neto: "Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos". Canaã é filho de Cão, que significaria, em hebraico, escuro ou queimado. Cão foi o responsável por povoar a África após o dilúvio.

Esse motivo legitimou a escravidão imposta pelos europeus ao povo negro - os colonizadores estariam resguardados pela #BíbliaSagrada. Parece mentira, mas ainda hoje, fundamentalistas como Marco Feliciano soltam pérolas justificando porque negros são amaldiçoados.


O trabalho contou com a colaboração da designer Letícia Maria Lima, autora do projeto "rabisco". Os lambes foram colados dia 17 de julho de 2016, em Brasília, pelos arredores da Catedral.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

VOCÊ NÃO É NEGRO, Festival da Utopia (RJ)

Festival Internacional da Utopia, Maricá (RJ). Foto: Danilo Zuleta
"VOCÊ NÃO É NEGRO" é uma intervenção urbana de resgate às memórias que roubaram a negritude de Danilo, autor do trabalho. A partir da técnica do lambe lambe e pintura, cartazes são distribuídos pela cidade junto a uma carta aos racistas, com frases doloridas que até hoje ecoam na trajetória do artista. A intervenção é parte do Projeto Achados & Perdidos, de Fortaleza (CE), coletivo que utiliza reminiscências pessoais para para criar obras em várias linguagens.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Aqui jaz um amor perdido

Parada de ônibus da Vila Planalto (Brasília)
Intervenção pelas paradas de ônibus de Brasília, 12 de junho de 2016.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O projeto Achados e Perdidos evoca da violência ao lírico no palco (Correio Braziliense)

Foto: Luiz Alves
Diego Ponce de Leon

Não há um texto preciso. Apenas um roteiro. Os quatro integrantes do aclamado projeto Achados e Perdidos, do Ceará, não estão interessados em uma dramaturgia tradicional. Pelo contrário. Preferem subvertê-la. No trabalho Obra cênica #1, a ser apresentado hoje, como parte da programação da 3ª Conferência Nacional de Juventude, os artistas convidam o público a se relacionar com os relatos biográficos de cada um dos componentes.

"Contamos nossas histórias. Sem percebermos, elas ganham potencial bem instigante porque dialogam muito com as histórias de muita gente. Passamos por temas como casamento, descoberta da homossexualidade, abuso sexual, suicídio, entre outros. E tudo é real, poetizamos nossas vidas", conta o ator Danilo Castro.

"Sabemos o que vai acontecer. Só não sabemos como vai acontecer", afirma o artista, que define cada apresentação como uma "surpresa". Seja para a companhia, seja para a plateia. "É um estado de tensão e jogo o tempo todo".

Enredo 

Ao evocar memórias pessoais, o quarteto acaba oscilando entre o cômico e o trágico. Entre o delicado e o grotesco. O enredo de Obra cênica #1 perpassa momentos de violência, lirismo, erotismo e escatologia, de maneira a desconstruir a jornada de cada uma daquelas quatro pessoas e estabelecer um diálogo com o espectador. A trupe espera que o público possa se identificar com os depoimentos apresentados e, assim, gerar uma reflexão.

'Acaba sendo muito forte, muito íntimo, pra nós e pra quem assiste. Os retornos que recebemos são sempre muito emocionados", relata Danilo. Filho de uma candanga, o ator não esconde a expectativa em torno da passagem do projeto pela capital federal: "É bonito para nossa história estar em Brasília. Porque nossa obra vai mudando de acordo com nossos passos, nossas vidas".

Obra cênica #1

Com Keka Abrantes, Danilo Castro, Andrei Bessa e Edivaldo Batista. No Estádio Nacional Mané Garrincha, dentro da mostra Manifesta, da 3º Conferência Nacional de Juventude. Hoje, às 20h. Entrada franca, restrita a 100 lugares. Não recomendado para menores de 18 anos.

Fonte: Correio Braziliense (17/12/2015)